
No silêncio da madrugada, tocando piano sob a luz fraca, no canto da sala de estar, lá estava ela, graciosamente tocando-o com a maior delicadeza. Provavelmente, tocava tendo a cautela de não acordar ninguém, ou apenas medo de se aventurar pela música que fluia suavemente do mesmo. E a música não poderia ser melhor e melhor, apesar disto.
Havia sentimento, em cada nota que era transmitida da ponta de seus dedos, até as teclas do piano. Digamos que ela sentia orgulho do que estva transmitindo, apesar de não estar fazendo-o à ninguém. Mesmo assim, aquele sentimento somente crescia, era um instante, onde ela não teria medo de se arriscar, medo de perder. Como se naquele momento, e somente naquele momento, tudo o que ela mais queria - e o que estava mais longe possivel de ter - poderia estar perto, perto para que finalmente pudesse ter o seu merecido abraço.
Não era a mesma coisa com a ausência dele. E até na música que soava lentamente, ela sentia a ausência, o vazio que estava cada vez mais presente na mesma. Uma lágrima escorreu em seu rosto, ela sabia que não deveria chorar, passado seria passado, e as lembranças nunca sairiam de sua mente, afinal, seria a unica maneira de ver o sorriso dele novamente.
E então, o piano se calou. O vazio então ali presente se tornou mais intenso e nada ela poderia fazer, a não ser aceitar o presente, e seguir para o futuro: outra música.
own *-* que nindo amiga s2
ResponderExcluir"O vazio então ali presente se tornou mais intenso e nada ela poderia fazer, a não ser aceitar o presente, e seguir para o futuro: outra música."
ResponderExcluirE seguimos para o nosso futuro.
Preciso escrever mais coisas? Não, suponho. Mas direi pela teimosia, pela poderosa atração dessa palavra e pelo clichê: PERFEITO.