terça-feira, 18 de maio de 2010

Polaroids.


Minhas memórias caem assim como as fotos de Polaroids. Também como suas fotos, meu futuro está em branco. E não tenho a certeza se a foto sairá borrada ou focada. Tento tirar fotos de tudo a minha volta, com a pobre esperança de conseguir decidir em que direção tomar, em que objeto me focalizar. Nunca pedi nada que fosse impossível, aliás, nada é impossivel. Apenas pedi o imaginável e provavelmente improvável aos olhos de quem têm uma imaginação muito compacta.
Voltaria a ser aquela criança com a famosa esperança que morre por último, que sentia medo de altura quando andava de teleférico, e até mesmo ria quando tropeçava e se estabacava ao chão. Muitas pessoas podem dizer que isso é simplesmente burrice, ou impossivel. Impensável talvez, sim! A coragem que é necessária para admitir que o que mais quer é o que está fora de alcance, e a força para correr atrás disto, é dificil, mas como já disse, não é impossivel.
Ainda quero que minhas memórias sejam como Polaroids. Queria poder pensar, que o impensável é igual o impossivel, e desistir de sonhos improváveis.
Mas como diz o velho ditado: a esperança é a última que morre.

3 comentários:

  1. Anabelle K (não escreverei teu nome inteiro aqui ok), não tenho palavras para descrever as tuas, por que, se coubesse à mim, eu escreveria.

    "Não é impossível."

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